“Vale Coxinha” é uma comédia que mostra de maneira leve e descompromissada, o processo de realização de uma produção teatral, os testes, os ensaios, a construção dos personagens até a tão desejada estreia.
Utilizando-se de um fio condutor, André Poubel e Anna Cristina Campagnoli contam, em Vale Coxinha, as histórias destes personagens (atores e diretor) e suas expectativas, sonhos, dificuldades e decepções.  Através de um passeio divertido pelos clássicos, a tragédia, a farsa, o terror, o besteirol, o contemporâneio, o absurdo e o teatro musical, para mostrar a trajetória de montagem de um espetáculo teatral, tudo de maneira leve, usando e abusando da “licença poética”.
Anna Cristina Campagnoli, que já fez assistência de direção de Bibi Ferreira, assina a direção do espetáculo que tem no elenco Carlos Seidl ator e dublador que imortalizou a voz do personagem “Seu Madruga” da série de TV “Chaves”, André Poubel e Paco Vieira.
A ficha técnica do espetáculo conta com profissionais de peso, como Roberta Nogueira e Marcelo Sandryni que trabalham com o carnavalesco Paulo Barros e marcam os desfiles pelas alegorias humanas como foi o caso do carro do DNA que foi notícia em todos os jornais do mundo e tantos outros que vem merecendo destaque no carnaval carioca. No Vale Coxinha, a dupla assina a coreografia e a direção de movimento, separadamente Roberta Nogueira faz ainda a preparação corporal do elenco e Marcelo Sandryni a assistência de direção.
O cenário é assinado por Beatriz Peregrino e Cristiane Cova e os figurinos por Rita Martins e André Uytanan, todos fazem parte da Rede Record de Televisão e desenvolvem um trabalho rico em detalhes e criatividade.
A trilha do espetáculo foi composta pelo músico santista Rogério Baraquet que tem um trabalho musical respeitado em sua cidade e vem se especializando em composição para teatro. Suas músicas dão à cena um suporte que soma com a intenção da direção e com a interpretação dos atores.


Porque Vale Coxinha?


Vivemos um momento onde a banalização da profissão de ator está em alta. A quantidade de cursos que prometem ensinamentos, registros e a certeza de trabalhos, provoca nas pessoas o sonho com o estrelato, o glamour, a fama na TV. O reconhecimento imediato do grande público através de reality shows nos faz refletir sobre a verdadeira função do artista e a dificuldade dele em se manter no meio artístico ou, simplesmente, sobreviver da profissão. A partir destas reflexões surgiu a idéia de criar o “Vale Coxinha”.
Seria “Vale Coxinha”:

  1. O nome dado a toda má remuneração?
  2. Uma brincadeira com o valor do cachê teste que os atores recebem?                                
  3. Uma maneira de dizer que ninguém consegue ficar rico fazendo teatro no Brasil?             
  4.  A forma que pequenos produtores e artistas realizam seus projetos?                                   
  5. É melhor deixar para que o público descubra.

Os Autores e o texto:


André Poubel e Anna Cristina Campagnoli, ambos com carreira de ator e experiências em teatro e tv, se associaram para escrever um texto que visa levar ao público, com simplicidade, um pouco daquilo que todo artista passa no processo de construção de carreira. Para isso, buscaram personagens com arquétipos claros e facilmente identificados pelo público e deram um tratamento de comédia, mesmo quando não é isto que a cena originalmente propõe. Com um fio condutor focado nas idéias de um diretor que encontra como aliados dois atores que buscam oportunidades no meio artístico, os autores sinalizam ao público que a criatividade do artista, a loucura, pode esbarrar na burocracia e na falta de incentivo, mas sempre sobreviverá pelo amor à arte.

O ator Carlos Seidl comemora com o “Vale Coxinha” 40 anos de carreira.
O ator iniciou a carreira em São Paulo sob a direção de Dulcina de Moraes e em seus mais de 30 espetáculos, trabalhou com grandes nomes como Luis Carlos Arutim, Jofre Soares, Emilio Di Biasi, Wolf Maia, Olney Cazarré, Celina Sodré, Vic Militello entre outros.  Durante todos esses anos Seidl trabalhou com vários estilos de interpretação, passeando por  texto como Tio Vânia, Julio César, Inês de Castro, as comédias “Uma Cama pra Quatro”, De Artista e Louco, Todo Mundo tem um Pouco”, “Foi Bom, Meu Bem”, passando pelo experimentalismo como foi o caso do projeto “Terror na Praia” , no espetáculo espírita “Além da Vida” e ao lado de Regina Duarte no musical “Miss Banana.”
Em televisão participou de 12 novelas e 04 minisséries. Em “Celebridade” foi o motorista de Maria Clara Diniz (Malu Mader), em “Paraíso Tropical” seu personagem “Abel”  foi um dos interrogados pela morte da Thais (Alessandra Negrini), recentemente viveu no seriado “A lei e o crime”, um pai lutando para resgatar o corpo de seu filho morto numa luta dentro de uma favela.
Com o “Vale Coxinha”, Seidl comemora seus 40 anos de dedicação à arte.  Nada melhor do que comemorar a carreira num espetáculo que fala justamente das dificuldades de se manter nesta profissão.


Sinopse


Jean Louis (Carlos Seidl), um diretor com muitas idéias na cabeça e baseado numa pesquisa feita através de textos de tragédias, clássicos, farsa medieval, terror, teatro contemporâneo, besteirol, teatro musical entre outros, resolve selecionar um elenco para montar seu espetáculo.  Ele convoca “atores” para um teste onde apresentará sua proposta. Os escolhidos são Sebastião (Paco Vieira) e Clemar (André Poubel), que terão que provar no palco competência e entrar no jogo teatral proposto por Jean.


Sebastião, carioca descolado que busca sempre uma oportunidade na vida, tá sempre participando de cursos com prática de montagem teatral que lhe deram o direito ao tão solicitado DRT (registro profissional), procura agarrar a chance que Jean lhe dá e se joga de cabeça na proposta até porque se acha capacitado para encarar qualquer desafio.


Clemar, que alimenta o sonho da fama, também é um freqüentador de cursos com prática de montagem teatral, mas como tem em seu currículo apenas algumas figurações em TV e campanhas publicitárias só conseguiu o DRT de figurante, mas acredita que com este trabalho aconteça a tão sonhada chance de mostrar seu talento no palco..
Este trio leva ao público uma divertida maneira de brincar com tipos e estilos de personagens e textos dando uma roupagem descontraída e descompromissada com qualquer coerência do que se vive no processo de criação e nos ensaios de um espetáculo e escolhem o caminho da comédia para que, de forma descontraída, mostrem ao público uma homenagem à arte que vem sobrevivendo desde o início do mundo.

 

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